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“A liturgia é a fonte primária do verdadeiro espírito cristão” (Paulo VI) Liturgia é, antes de tudo, ação. Ação supõe movimento. Antigamente, fora do campo religioso, liturgia queria dizer ação em favor do povo. A Igreja passou a aplicar este termo para indicar a ação da comunidade reunida expressando sua fé em Deus. Portanto, liturgia é a ação de um povo, reunido na fé, em comunhão com toda a Igreja, para celebrar o mistério pascal – morte e ressurreição de Cristo - oferecendo-se ao Pai como culto perfeito. A liturgia se expressa mediante palavras e gestos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, ou seja, que chegam a nós pelos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição). Graças ao concílio Vaticano II, realizado há mais de quatro décadas, voltamos ao sentido genuíno da Liturgia, como ação do povo batizado e, por isso todo ele sacerdotal, chamado ao louvor de Deus, a transformação e a santificação da vida e da história. Uma ação conjunta em parceria com o próprio Deus, numa dinâmica de aliança e participação cada vez mais ativa, consciente, plena e frutuosa. Contemplando nossa história com o olhar da fé, vemos que Deus se manifesta agindo com amor e sua ação é permanente serviço à vida; é ação criadora, libertadora, transformadora e santificadora que nos atinge, envolve e nos torna agentes participantes desta sua ação, numa aliança de amor e compromisso. Foi em Cristo que Deus chegou a plenitude mais perfeita e concreta de sua ação no meio dos homens. Jesus fez-se humano como nós e com sua vida, paixão e, principalmente, morte e ressurreição realiza a obra redentora. Voltando para o Pai, ele deixa seu Espírito que nos torna capazes de agir também como filhos e filhas amados de Deus, continuando com Ele esta ação libertadora e redentora a serviço da vida abundante para todos até que seu reino se estabeleça definitivamente. A Liturgia em seu sentido mais amplo é toda esta ação realizada por Deus, em Jesus Cristo, através do seu Espírito em nós e através de nós a toda a humanidade. No sentido amplo da palavra, liturgia é toda ação a favor da vida. Porém, não basta agir, lutar a favor da vida para sermos seguidores de Jesus, é preciso celebrar.
Celebrar Celebrar é uma ação comunitária, festiva importante; é destacar do cotidiano, ressaltar o significado, o sentido profundo que um acontecimento ou uma pessoa tem para um determinado grupo. Todos temos necessidade de celebrar. Como seres humanos somos essencialmente celebrantes. Independente do tempo e da cultura, encontramos momentos e formas diversas de celebrar para expressar e aprofundar o sentido da vida. Celebramos momentos felizes, tristes, corriqueiros etc, para ressaltar o significado deles para nossa vida. Nas celebrações usamos gestos, ações simbólicas, ritos e palavras que expressam nosso pensamento, o que acreditamos, o nosso desejo, o que esperamos, o que amamos... enfim, a visão que temos da pessoa, do mundo, da sociedade, como grupo, como povo... Encontramos muitos momentos celebrativos na caminhada de fé do povo da Bíblia. O povo de Israel, quando celebrava, fazia memória das ações que Deus realizara em seu favor no passado, as reconhecia no presente e alimentava a certeza de sua fidelidade no futuro. O próprio Jesus quis tornar célebre seu trabalho em favor da humanidade e expressou com uma ação simbólica de uma refeição, a Ceia Pascal, o significado profundo de toda sua vida e missão, “sua Liturgia-vida”. Jesus antecipou com um rito, a doação de sua vida na cruz, preparou a si e a seus discípulos para viverem a hora da entrega e de amor sem limites. Na vida do povo de Deus, na vida de Jesus, na vida dos primeiros cristãos, a Liturgia-celebração e a Liturgia-vida foram inseparáveis, assim como devem ser inseparáveis na vida de nossas comunidades. Portanto, celebrar é expressar com gestos, símbolos e palavras a Liturgia-vida; tornar célebre e inesquecível a ação que o Pai realizou em Jesus e através dele toda a humanidade e continua hoje, em nós e através de nós e de todos que aderem ao projeto do Reino pela força e animação de seu Espírito.
Quem celebra? O Catecismo da Igreja Católica, n. 1140, diz: “é toda a comunidade, o corpo de Cristo unido à sua Cabeça, que celebra” . Jesus Cristo é o único sacerdote, o celebrante principal. Nós somos convocados pelo Espírito Santo para celebrar com Jesus e com os demais membros da comunidade. Celebrar é participar como sujeito e não como mero assistente. Na celebração litúrgica a pessoa torna-se participante de toda a vida de Jesus Cristo (Mistério Pascal) e da vida de seus irmãos e irmãs inserida neste mistério de salvação. Portanto, quem celebra é toda a comunidade reunida em assembléia. O êxito de uma celebração está diretamente ligado à diversidade de funções atribuídas aos membros de sua assembléia. De fato, a assembléia litúrgica é uma comunidade reunida, mas nunca de modo massificado. Não é massa nem público. Articula-se em torno de diversas atividades específicas distribuídas entre seus diversos membros. Sabemos também que essas atividades, funções e papéis são verdadeiros serviços ou ministérios, porque ajudam a assembléia a celebrar a vida de forma plena. Dentre os principais serviços lembramos a acolhida, leitura, canto, oração, (ofertório,) assistência à mesa-altar, presidência.
Equipes de Liturgia – Uma exigência da renovação conciliar Graças ao movimento litúrgico do início deste século, aos poucos foi permitido ao leigo exercer funções nas celebrações da Eucaristia. O Concilio Vaticano II, assumiu esta “inovação”, reforçando-lhe o fundamento teológico: o sacerdócio de todo o povo batizado e a diversificação dos ministérios litúrgicos como expressão da Igreja-Corpo-de-Cristo, onde cada membro tem a sua tarefa específica em função do bem comum. Encontramos na Sacrosanctum Concilium nn. 28-29 a observação de que ninguém deve acumular funções na liturgia, e de que os leitores, comentaristas, cantores... exercem um verdadeiro ministério litúrgico e o n. 30 sugere uma equipe de liturgia, senão, quem irá incentivar as aclamações do povo, as respostas, os cânticos, as ações e os gestos? A Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR), principalmente nos nn. 58-73 e 313, já coloca a necessidade de escolher os textos e preparar a atuação de cada um “de comum acordo”, o que supõe a existência de uma equipe que atue de maneira entrosada e que se reúna para preparar. Diante disso está a necessidade da equipe de liturgia que deve se preocupar com a preparação e execução dessas funções: as leituras, as preces dos fiéis, o serviço do altar etc. Isto vale não só para as missas, mas para todas as celebrações litúrgicas: batismo, casamento, celebração da Palavra etc. Ela deverá assumir a preocupação central da renovação litúrgica conciliar, que é a participação de todo o povo na liturgia. E, na maioria das vezes, ela é chamada também para assumir junto com o padre tudo o que diz respeito à liturgia: organização, formação e animação.
Ministério Litúrgico: à serviço da assembléia “A Equipe de Pastoral Litúrgica, responsável pela animação da vida e ação litúrgicas, deve dar especial atenção às Equipes de Celebração, que ajudam o presidente e a assembléia nas celebrações litúrgicas” (CNBB - Doc. 43 – Animação da vida litúrgica no Brasil, n 62). “Onde e quando houver necessidade, podem também os leigos, na falta de ministros, desempenhar a função de leitor, acólito, exercer o ministério da palavra, presidir as orações litúrgicas, distribuir a Sagrada Comunhão” (CNBB - Doc. 43 – Animação da vida litúrgica no Brasil, n 60).
A Paroquia Santa Rita de Cássia está assim organizada:
Venha fazer parte da nossa equipe !!! A coordenadora da equipe paroquial de liturgia é a Dora, tel.: 3345-0019.
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